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TERAPIA COM PSICADÉLICOS

O que é a terapia com psicadélicos?

Uma abordagem que recorre a substâncias capazes de induzir estados alterados de consciência, em contexto clínico seguro e com acompanhamento especializado.

É uma área em expansão na investigação científica, com resultados promissores no alívio do sofrimento em casos resistentes, no desbloqueio de padrões emocionais rígidos e  transformação na forma como a pessoa sente, pensa e se relaciona com a vida.

Como funciona o
processo terapêutico?

O processo terapêutico desenvolve-se em varias etapas:

1. Avaliação – Consulta de triagem para garantir a segurança e confirmar se esta abordagem é adequada ao caso.

2. Preparação – Sessão para criar uma relação terapêutica, definir intenções e preparar o enquadramento psicológico.

3. Administração – A substância é administrada em ambiente assistido, com vigilância contínua.

4. Integração – Sessões posteriores para refletir sobre a experiência, compreendê-la e integrá-la no processo terapêutico.

Como atua no organismo?

Os efeitos variam conforme a substância, mas a investigação científica indica alguns mecanismos comuns:

• Estimulação de recetores de serotonina, promovendo maior flexibilidade cognitiva e emocional

• Desorganização temporária da default mode network, associada a padrões rígidos de pensamento e ruminação

• Aumento da neuroplasticidade, ou seja, da capacidade do cérebro criar novas ligações

• Acesso facilitado a memórias, emoções e perceções, muitas vezes difíceis de alcançar por outras vias

Nota: consulte a secção de Divulgação e Tratamentos para explorar a evidência científica.

Em que situações está indicada?

Estudos realizados em várias instituições académicas têm mostrado o potencial desta terapia em: 

• Depressão resistente 

• Perturbação de stress pós-traumático

• Ansiedade complexa; por exemplo associada ao fim de vida

• Dependências (álcool, tabaco e outras substâncias)

• Estados de sofrimento existencial ou perda de sentido

De onde vem esta abordagem?

Embora o uso destas substâncias tenha origens ancestrais, o interesse médico-científico surgiu apenas no século XX:

• Anos 1950-70: primeiros estudos clínicos e psicoterapêuticos

• Anos 1980-90: suspensão da investigação por motivos legais e culturais

• Desde os anos 2000: renascimento da investigação, com novos ensaios clínicos

Atualmente, instituições como a Johns Hopkins University e o Imperial College London lideram a investigação nesta àrea (ver mais em divulgação).

O que se pode experienciar?

Cada experiência é diferente, mas é comum sentir:

• Alterações percetivas (sons, cores, sensações amplificadas)

• Emoções profundas: compaixão, tristeza, aceitação, amor

• Sentimento de unidade ou conexão com o todo

• Revivência de memórias com nova perspetiva emocional

Nota: quando bem orientadas e inseridas num acompanhamento terapêutico, estas vivências podem catalisar mudanças significativas em quadros clínicos.

Agende uma consulta de triagem

A consulta de triagem é o primeiro passo. Avaliamos a sua situação clínica, esclarecemos dúvidas e recomendamos a modalidade mais adequada para si.