Psilocibina

A psilocibina é uma substância psicadélica clássica, da família das triptaminas, produzida por várias espécies de cogumelos. No organismo transforma-se em psilocina, que altera temporariamente a percepção, as emoções e o pensamento ao estimular receptores de serotonina. É estudada em ensaios clínicos, sobretudo como terapia assistida por psilocibina na depressão, e não está autorizada como medicamento na União Europeia.

Publicado a ; actualizado a .

Modelo 3D da psilocibina
Psilocibina

Arraste para rodar.

O que é a terapia assistida por psilocibina?

Recriação encenada de uma sessão de investigação: uma pessoa deitada numa cama, de máscara nos olhos e coberta por uma manta, acompanhada por dois terapeutas sentados a seu lado, numa sala de luz suave com paisagem de floresta na parede.

Recriação de uma sessão acompanhada num estudo com psilocibina (contexto de investigação)

A terapia assistida por psilocibina é um modelo de tratamento em investigação que associa uma ou poucas doses de psilocibina a acompanhamento psicológico estruturado [1]. A substância é tomada em ambiente clínico, com profissionais presentes durante todo o efeito.

Ao contrário dos antidepressivos de toma diária, os ensaios testam administrações isoladas, separadas por semanas [2] [3]. A preparação e o acompanhamento posterior fazem parte do protocolo.

Qual é a história da psilocibina?

Fólio de códice mexica com figuras coloridas; em baixo, à direita, uma figura sentada come cogumelos diante de uma divindade, e ao lado vêem-se cogumelos verdes pintados.

Códice Magliabechiano, século XVI: consumo ritual de cogumelos

O uso tradicional dos cogumelos com psilocibina é antigo. A história científica começou em 1958 e teve uma longa pausa antes de recomeçar no século XXI [4].

  • Antes da chegada dos europeus. Na Mesoamérica, estes cogumelos eram usados em rituais religiosos e de cura; os astecas chamavam-lhes teonanácatl [5].
  • 1958 e 1959. Albert Hofmann e colaboradores isolaram a psilocibina do cogumelo Psilocybe mexicana, determinaram a sua estrutura e sintetizaram-na; a psilocina foi identificada no ano seguinte [6] [7] [8].
  • Anos 1960 e 1971. Depois de uma fase de investigação em psiquiatria, a controvérsia trouxe restrições crescentes [9]; a Convenção das Nações Unidas de 1971 colocou a psilocibina e a psilocina na sua Tabela I [10].
  • 2006. Na Universidade Johns Hopkins, um estudo em voluntários saudáveis retomou a investigação; os participantes atribuíram à experiência um significado pessoal substancial [11].
  • 2016. Na Johns Hopkins e na Universidade de Nova Iorque, ensaios controlados em pessoas com cancro descreveram reduções rápidas e mantidas da ansiedade e da depressão [12] [13]. No Imperial College de Londres, um estudo aberto testou a viabilidade na depressão resistente [14].
  • 2018 e 2019. A FDA, a agência norte-americana do medicamento, atribuiu a designação Breakthrough Therapy a programas na depressão; a designação serve para acelerar o desenvolvimento e não é uma aprovação [15] [16] [17].
  • 2023. A Austrália passou a permitir que psiquiatras autorizados prescrevam psilocibina na depressão resistente [18].
  • 2025 e 2026. O promotor de uma formulação sintética anunciou resultados positivos de fase 3 e iniciou na FDA o pedido de autorização [19] [20] [21]; na Chéquia, a lei passou a permitir o uso médico restrito [22].

Como actua a psilocibina?

Modelo tridimensional do receptor 5-HT2A humano da serotonina, em fitas coloridas com sete hélices que atravessam a membrana, sobre fundo branco.

Receptor 5-HT2A da serotonina (modelo da estrutura molecular)

Depois de ingerida, a psilocibina é convertida em psilocina, a molécula activa [23]. A psilocina estimula sobretudo o receptor de serotonina 5-HT2A, e a intensidade da experiência acompanha a ocupação destes receptores [24] [25].

  • Redes cerebrais. Durante o efeito, diminui transitoriamente a actividade em regiões que ligam diferentes redes do cérebro [26].
  • Plasticidade. Em células e em animais, os psicadélicos promovem novas ligações entre neurónios; no ratinho, ainda estavam presentes um mês depois de uma única dose [27] [28]. Nas pessoas, continua a ser uma hipótese.
  • Experiência vivida. Nos ensaios em doentes com cancro, a intensidade da experiência de tipo místico mediou estatisticamente a melhoria [12] [13].

Os mecanismos precisos ainda não estão completamente compreendidos [1].

Como decorre o tratamento na investigação?

Nos ensaios, a psilocibina é sintética, dada em cápsulas e em dose fixa, e não sob a forma de cogumelos [2] [29]. O tratamento tem três etapas:

  • Selecção e preparação. Avaliação médica e psiquiátrica, com electrocardiograma e análises, e várias horas de conversa para explicar os efeitos e criar confiança com a equipa [9] [23].
  • Sessão. Decorre numa sala tranquila, com pelo menos dois profissionais e vigilância da tensão arterial e do pulso [9]. Os efeitos começam em menos de uma hora e tornam-se mínimos ao fim de cerca de seis horas; a sessão dura habitualmente cerca de oito [14] [11].
  • Integração. Encontros posteriores, sem a substância, para dar sentido ao que foi vivido e relacioná-lo com a vida diária.

O tipo de acompanhamento varia entre estudos, do apoio psicológico a psicoterapias estruturadas, como a terapia motivacional e a terapia cognitivo-comportamental [1] [30].

Em que doenças está a ser investigada?

A psilocibina na depressão é a área com evidência mais sólida, sobretudo na depressão resistente [1]. Noutras doenças, os estudos são ainda iniciais.

Áreas de investigação e nível de evidência (Outubro de 2026)
CondiçãoOnde foi estudadaEvidênciaFase
Depressão resistenteAmérica do Norte e Europa, incluindo a Alemanha [2] [20] [31]Fase 3 com dados do promotor, por publicarFase 3
Perturbação depressiva majorEstados Unidos e Reino Unido [29] [32] [3]Ensaios controlados, ainda limitadosFase 2
Ansiedade e depressão no cancroUniversidade Johns Hopkins e Universidade de Nova Iorque [12] [13]Ensaios controlados, ainda limitadosFase 2
Perturbação de uso de álcoolEstados Unidos [30]Ensaio controlado, ainda limitadoFase 2
Dependência do tabacoUniversidade Johns Hopkins [33] [34]Preliminar (ensaio-piloto)Exploratória
Perturbação obsessivo-compulsivaUniversidade do Arizona [35] [36]PreliminarExploratória
Anorexia nervosaUniversidade da Califórnia em San Diego [37]Preliminar, centrada na segurançaFase 1

Depressão resistente. Em 2022, uma dose única reduziu os sintomas às três semanas face a uma dose mínima de controlo, mas sem resposta mantida claramente ao fim de três meses [2]. Em 2025 e 2026, o promotor anunciou resultados de fase 3 favoráveis face aos comparadores, ainda não publicados com revisão por pares [19] [20]. Um ensaio alemão de fase 2b, publicado em 2026, não atingiu o objectivo principal [31].

Perturbação depressiva major. Nos Estados Unidos, uma dose única reduziu os sintomas mais do que um placebo activo [29]; no Reino Unido, não diferiu de forma significativa do escitalopram no objectivo principal [3]. Uma meta-análise de 2024 encontrou benefício face aos comparadores, maior em quem já tinha usado psicadélicos, o que obriga a esclarecer o papel das expectativas [38].

Outras áreas. No álcool, a psilocibina reduziu os dias de consumo excessivo face a um placebo activo [30]. Os estudos no tabaco, na perturbação obsessivo-compulsiva e na anorexia nervosa servem para desenhar ensaios maiores, não para estabelecer indicações.

Quais são os riscos e as contra-indicações?

Em contexto controlado, os efeitos adversos mais frequentes são agudos e passageiros: dor de cabeça, náuseas, tonturas e ansiedade no início do efeito [2] [14]. A tensão arterial e o pulso sobem moderadamente [9].

Alguns sinais exigem atenção. Num ensaio de 2022 houve ideação suicida ou autolesão em todos os grupos [2], e no ensaio alemão de 2026 a ideação suicida nos dias de administração foi mais frequente com a dose mais alta [31]. Os efeitos adversos são provavelmente subnotificados nestes estudos [39].

Os ensaios excluem habitualmente:

  • história pessoal ou familiar de psicose ou de outra perturbação psiquiátrica grave [9];
  • história de mania, ideação suicida activa com intenção ou uso activo de substâncias [29];
  • tensão arterial elevada, avaliada com exame físico e electrocardiograma [9];
  • gravidez [9].

Interacções. Vários ensaios exigiram suspender gradualmente os psicofármacos antes da sessão [29] [31]. O escitalopram atenua alguns efeitos da psilocibina [40], e a associação de psicadélicos clássicos com lítio foi relacionada com convulsões [41] [42]. Qualquer alteração de medicação é uma decisão médica.

Uso sem supervisão. Num inquérito sobre experiências difíceis com cogumelos, uma minoria relatou situações de risco físico ou procurou ajuda por sintomas persistentes; o risco associou-se à dose e à falta de apoio [43]. Em estudos com participantes seleccionados e acompanhados, estes problemas são muito raros.

O que ainda está em investigação

A investigação está agora centrada em perguntas que vão definir o lugar da psilocibina na prática clínica. As principais são:

  • Duração do benefício. Por quanto tempo se mantém a melhoria depois de uma sessão, com seguimentos mais longos [2].
  • Ocultação e expectativas. Como desenhar ensaios em que os participantes não reconheçam facilmente o grupo a que pertencem [48] [38].
  • Papel da psicoterapia. Que parte do efeito depende do acompanhamento psicológico e que modelo de acompanhamento é mais adequado [1].
  • Comparação com tratamentos estabelecidos. Ensaios maiores e mais longos frente aos antidepressivos [3].
  • Populações mais diversas. Resultados em doentes menos seleccionados, mais próximos da prática clínica [1].
  • Segurança a longo prazo. Detecção de efeitos adversos raros à medida que mais pessoas forem tratadas [39].

Conteúdo revisto pela equipa clínica da KETAMED®, sob direcção médica, a .

Como funciona a avaliação

Referências

48
  1. Jacobs E, Zahid Z, Hinkle J, et al. Psychedelic medicine: mechanisms, evidence, and translation to practice. BMJ. 2026;392:e081723. doi:10.1136/bmj-2024-081723 (abre num novo separador)Revisão
  2. Goodwin GM, Aaronson ST, Alvarez O, et al. Single-dose psilocybin for a treatment-resistant episode of major depression. N Engl J Med. 2022;387:1637–1648. doi:10.1056/NEJMoa2206443 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  3. Carhart-Harris R, Giribaldi B, Watts R, et al. Trial of psilocybin versus escitalopram for depression. N Engl J Med. 2021;384:1402–1411. doi:10.1056/NEJMoa2032994 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  4. Vollenweider FX, Preller KH. Psychedelic drugs: neurobiology and potential for treatment of psychiatric disorders. Nat Rev Neurosci. 2020;21:611–624. doi:10.1038/s41583-020-0367-2 (abre num novo separador)Revisão
  5. Nichols DE. Psilocybin: from ancient magic to modern medicine. J Antibiot (Tokyo). 2020;73(10):679–686. doi:10.1038/s41429-020-0311-8 (abre num novo separador)Revisão
  6. Hofmann A, Heim R, Brack A, Kobel H. Psilocybin, ein psychotroper Wirkstoff aus dem mexikanischen Rauschpilz Psilocybe mexicana Heim. Experientia. 1958;14(3):107–109. Isolamento da psilocibina a partir do cogumelo mexicano Psilocybe mexicana (original em alemão). doi:10.1007/BF02159243 (abre num novo separador)Estudo
  7. Hofmann A, Frey A, Ott H, Petrzilka T, Troxler F. Konstitutionsaufklärung und Synthese von Psilocybin. Experientia. 1958;14(11):397–399. Determinação da estrutura e síntese da psilocibina (original em alemão). doi:10.1007/BF02160424 (abre num novo separador)Estudo
  8. Hofmann A, Troxler F. Identifizierung von Psilocin. Experientia. 1959;15(3):101–102. Identificação da psilocina (original em alemão). doi:10.1007/BF02166696 (abre num novo separador)Estudo
  9. Johnson MW, Richards WA, Griffiths RR. Human hallucinogen research: guidelines for safety. J Psychopharmacol. 2008;22(6):603–620. doi:10.1177/0269881108093587 (abre num novo separador)Orientação
  10. Nações Unidas. Tabelas da Convenção sobre as Substâncias Psicotrópicas de 1971, em 3 de Dezembro de 2024 (ST/CND/1/Add.2/Rev.10). A Tabela I inclui a psilocina e a psilocibina. documents.un.org (PDF) (abre num novo separador)Legislação
  11. Griffiths RR, Richards WA, McCann U, Jesse R. Psilocybin can occasion mystical-type experiences having substantial and sustained personal meaning and spiritual significance. Psychopharmacology (Berl). 2006;187(3):268–283. doi:10.1007/s00213-006-0457-5 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  12. Griffiths RR, Johnson MW, Carducci MA, et al. Psilocybin produces substantial and sustained decreases in depression and anxiety in patients with life-threatening cancer: a randomized double-blind trial. J Psychopharmacol. 2016;30(12):1181–1197. doi:10.1177/0269881116675513 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  13. Ross S, Bossis A, Guss J, et al. Rapid and sustained symptom reduction following psilocybin treatment for anxiety and depression in patients with life-threatening cancer: a randomized controlled trial. J Psychopharmacol. 2016;30(12):1165–1180. doi:10.1177/0269881116675512 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  14. Carhart-Harris RL, Bolstridge M, Rucker J, et al. Psilocybin with psychological support for treatment-resistant depression: an open-label feasibility study. Lancet Psychiatry. 2016;3(7):619–627. doi:10.1016/S2215-0366(16)30065-7 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  15. COMPASS Pathways. Comunicado da empresa, 23 de Outubro de 2018: designação Breakthrough Therapy da FDA para o seu programa de psilocibina na depressão resistente. É uma designação, não uma aprovação; sem revisão por pares. ir.compasspathways.com (abre num novo separador)Comunicado do promotor, sem revisão por pares
  16. Usona Institute. Comunicado, 22 de Novembro de 2019: a FDA atribui a designação Breakthrough Therapy ao programa de psilocibina do Usona Institute na perturbação depressiva major. É uma designação, não uma aprovação; sem revisão por pares. usonainstitute.org (abre num novo separador)Comunicado do promotor, sem revisão por pares
  17. U.S. Food and Drug Administration. Designação Breakthrough Therapy: definição e critérios (aplica-se a um produto experimental concreto, para uma indicação concreta). fda.gov (abre num novo separador)Fonte regulamentar
  18. Therapeutic Goods Administration (Austrália). Alteração da classificação da psilocibina e da MDMA para permitir a prescrição por psiquiatras autorizados (em vigor desde 1 de Julho de 2023). tga.gov.au (abre num novo separador)Fonte regulamentar
  19. Compass Pathways. Comunicado da empresa, 23 de Junho de 2025: o primeiro ensaio de fase 3 (COMP005, n = 258) da psilocibina COMP360 na depressão resistente atingiu o objectivo principal (diferença na MADRS face ao placebo à semana 6: −3,6). Dados preliminares, sem revisão por pares. ir.compasspathways.com (abre num novo separador)Comunicado do promotor, sem revisão por pares
  20. Compass Pathways. Comunicado da empresa, 17 de Fevereiro de 2026: o segundo ensaio de fase 3 (COMP006, n = 581) atingiu o objectivo principal (25 mg face a 1 mg, diferença na MADRS à semana 6: −3,8). Dados preliminares, sem revisão por pares. ir.compasspathways.com (abre num novo separador)Comunicado do promotor, sem revisão por pares
  21. Compass Pathways. Comunicado da empresa, 24 de Abril de 2026: a FDA aceitou o pedido de submissão e avaliação faseadas do pedido de autorização (NDA) da psilocibina COMP360 na depressão resistente. Não é uma aprovação; em Agosto de 2026, a empresa indicou que alguns módulos já tinham sido submetidos, com conclusão prevista para o quarto trimestre de 2026. ir.compasspathways.com (abre num novo separador)Comunicado do promotor, sem revisão por pares
  22. República Checa. Lei n.º 270/2025 Sb., de 3 de Julho de 2025 (altera, entre outras, a lei das substâncias aditivas e a lei do medicamento), em vigor desde 1 de Janeiro de 2026, e Regulamento do Governo n.º 552/2025 Sb., de 10 de Dezembro de 2025, sobre a prescrição, dispensa e utilização de medicamentos manipulados com psilocibina para uso médico. e-sbirka.gov.cz (abre num novo separador)Legislação
  23. Brown RT, Nicholas CR, Cozzi NV, et al. Pharmacokinetics of escalating doses of oral psilocybin in healthy adults. Clin Pharmacokinet. 2017;56(12):1543–1554. doi:10.1007/s40262-017-0540-6 (abre num novo separador)Estudo
  24. Nichols DE. Psychedelics. Pharmacol Rev. 2016;68(2):264–355. doi:10.1124/pr.115.011478 (abre num novo separador)Revisão
  25. Madsen MK, Fisher PM, Burmester D, et al. Psychedelic effects of psilocybin correlate with serotonin 2A receptor occupancy and plasma psilocin levels. Neuropsychopharmacology. 2019;44(7):1328–1334. doi:10.1038/s41386-019-0324-9 (abre num novo separador)Estudo
  26. Carhart-Harris RL, Erritzoe D, Williams T, et al. Neural correlates of the psychedelic state as determined by fMRI studies with psilocybin. Proc Natl Acad Sci USA. 2012;109(6):2138–2143. doi:10.1073/pnas.1119598109 (abre num novo separador)Estudo
  27. Ly C, Greb AC, Cameron LP, et al. Psychedelics promote structural and functional neural plasticity. Cell Rep. 2018;23(11):3170–3182. doi:10.1016/j.celrep.2018.05.022 (abre num novo separador)Estudo
  28. Shao LX, Liao C, Gregg I, et al. Psilocybin induces rapid and persistent growth of dendritic spines in frontal cortex in vivo. Neuron. 2021;109(16):2535–2544.e4. doi:10.1016/j.neuron.2021.06.008 (abre num novo separador)Estudo
  29. Raison CL, Sanacora G, Woolley J, et al. Single-dose psilocybin treatment for major depressive disorder: a randomized clinical trial. JAMA. 2023;330(9):843–853. doi:10.1001/jama.2023.14530 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  30. Bogenschutz MP, Ross S, Bhatt S, et al. Percentage of heavy drinking days following psilocybin-assisted psychotherapy vs placebo in the treatment of adult patients with alcohol use disorder: a randomized clinical trial. JAMA Psychiatry. 2022;79(10):953–962. doi:10.1001/jamapsychiatry.2022.2096 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  31. Mertens LJ, Koslowski M, Betzler F, et al. Efficacy and safety of psilocybin in treatment-resistant major depression: the EPISODE randomized clinical trial. JAMA Psychiatry. 2026;83(5):448–460. doi:10.1001/jamapsychiatry.2026.0132 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  32. Davis AK, Barrett FS, May DG, et al. Effects of psilocybin-assisted therapy on major depressive disorder: a randomized clinical trial. JAMA Psychiatry. 2021;78(5):481–489. doi:10.1001/jamapsychiatry.2020.3285 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  33. Johnson MW, Garcia-Romeu A, Cosimano MP, Griffiths RR. Pilot study of the 5-HT2AR agonist psilocybin in the treatment of tobacco addiction. J Psychopharmacol. 2014;28(11):983–992. doi:10.1177/0269881114548296 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  34. Johnson MW, Naudé GP, Hendricks PS, Garcia-Romeu A. Psilocybin or nicotine patch for smoking cessation: a pilot randomized clinical trial. JAMA Netw Open. 2026;9(3):e260972. doi:10.1001/jamanetworkopen.2026.0972 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  35. Moreno FA, Wiegand CB, Taitano EK, Delgado PL. Safety, tolerability, and efficacy of psilocybin in 9 patients with obsessive-compulsive disorder. J Clin Psychiatry. 2006;67(11):1735–1740. doi:10.4088/jcp.v67n1110 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  36. Moreno FA, Allen KE, Wiegand CB, et al. A randomized clinical trial of repeated doses of psilocybin for the treatment of obsessive-compulsive disorder. J Psychopharmacol. 2026;40(5):837–849. doi:10.1177/02698811261424214 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  37. Peck SK, Shao S, Gruen T, et al. Psilocybin therapy for females with anorexia nervosa: a phase 1, open-label feasibility study. Nat Med. 2023;29(8):1947–1953. doi:10.1038/s41591-023-02455-9 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  38. Metaxa AM, Clarke M. Efficacy of psilocybin for treating symptoms of depression: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2024;385:e078084. doi:10.1136/bmj-2023-078084 (abre num novo separador)Revisão
  39. Breeksema JJ, Kuin BW, Kamphuis J, et al. Adverse events in clinical treatments with serotonergic psychedelics and MDMA: a mixed-methods systematic review. J Psychopharmacol. 2022;36(10):1100–1117. doi:10.1177/02698811221116926 (abre num novo separador)Revisão
  40. Becker AM, Holze F, Grandinetti T, et al. Acute effects of psilocybin after escitalopram or placebo pretreatment in a randomized, double-blind, placebo-controlled, crossover study in healthy subjects. Clin Pharmacol Ther. 2022;111(4):886–895. doi:10.1002/cpt.2487 (abre num novo separador)Ensaio clínico
  41. Nayak SM, Gukasyan N, Barrett FS, et al. Classic psychedelic coadministration with lithium, but not lamotrigine, is associated with seizures: an analysis of online psychedelic experience reports. Pharmacopsychiatry. 2021;54(5):240–245. doi:10.1055/a-1524-2794 (abre num novo separador)Estudo
  42. Soto-Angona Ó, Fortea A, Fortea L, et al. Do classic psychedelics increase the risk of seizures? A scoping review. Eur Neuropsychopharmacol. 2024;85:35–42. doi:10.1016/j.euroneuro.2024.05.002 (abre num novo separador)Revisão
  43. Carbonaro TM, Bradstreet MP, Barrett FS, et al. Survey study of challenging experiences after ingesting psilocybin mushrooms: acute and enduring positive and negative consequences. J Psychopharmacol. 2016;30(12):1268–1278. doi:10.1177/0269881116662634 (abre num novo separador)Estudo
  44. Agência Europeia de Medicamentos. Dados dos medicamentos avaliados pela agência (exportação JSON de 9 de Outubro de 2026): não consta nenhum medicamento com psilocibina. ema.europa.eu (abre num novo separador)Fonte regulamentar
  45. Agência Europeia de Medicamentos. Relatório do workshop sobre psicadélicos «Towards an EU regulatory framework» (16 e 17 de Abril de 2024). Os programas de desenvolvimento de medicamentos psicadélicos têm de seguir o enquadramento regulamentar existente e demonstrar uma relação benefício-risco positiva. ema.europa.eu (PDF) (abre num novo separador)Fonte regulamentar
  46. Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de Janeiro: regime jurídico do tráfico e consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas (tabelas anexas), na redacção actual, incluindo as alterações da Lei n.º 23/2025. diariodarepublica.pt (versão consolidada) (abre num novo separador)Legislação
  47. Oregon Health Authority. Oregon Psilocybin Services (programa estadual regulado de serviços de psilocibina, não médico). oregon.gov (abre num novo separador)Fonte regulamentar
  48. Muthukumaraswamy SD, Forsyth A, Lumley T. Blinding and expectancy confounds in psychedelic randomized controlled trials. Expert Rev Clin Pharmacol. 2021;14(9):1133–1152. doi:10.1080/17512433.2021.1933434 (abre num novo separador)Revisão