O que significa
A palavra «psicadélico» foi proposta nos anos 1950 e significa, aproximadamente, «que torna a mente manifesta». Designa substâncias capazes de alterar de forma profunda a percepção, a emoção, o pensamento e a experiência de si.
Famílias de substâncias
Estas substâncias pertencem a diferentes famílias, com formas distintas de actuar no cérebro [1] [2].
Psicadélicos clássicos
Incluem a psilocibina, o LSD e a DMT. Actuam sobretudo no sistema da serotonina e podem alterar a percepção, as emoções e o pensamento.
Entactogénios
A MDMA é o exemplo mais conhecido. Pode influenciar o processamento emocional e a experiência de proximidade com os outros.
Anestésicos dissociativos com propriedades psicadélicas
Actuam sobretudo no sistema do glutamato e podem alterar a percepção do corpo, do espaço e do tempo.
O que distingue esta abordagem dos psicofármacos habituais
A forma de utilização é diferente, e o contexto clínico faz parte da abordagem [2].
Tratamentos farmacológicos convencionais
Frequentemente utilizados de forma regular, para manter o efeito terapêutico ao longo do tempo.
Terapia com psicadélicos
Investigada em sessões estruturadas, nas quais a experiência vivida e o contexto clínico integram a abordagem.
Por isso, a preparação, o acompanhamento durante a sessão e a integração posterior fazem parte do tratamento [3].
Uma avaliação centrada em si
Cada pessoa tem uma história clínica e objectivos próprios. A consulta de avaliação permite conhecer a sua situação, esclarecer dúvidas e definir consigo o acompanhamento mais adequado. A KETAMED utiliza apenas medicamentos autorizados em Portugal, após avaliação individual.
Investigação
A investigação mais consistente envolve a depressão que não respondeu a tratamentos e a perturbação de stress pós-traumático, com estudos também na ansiedade associada a doença grave e nas dependências [4] [5]. Outras áreas estão a ser exploradas.
Para ler mais: Psilocibina e fim de vida e Esperança e exagero: um guia do McLean.
O estado da investigação de cada substância, com as fontes, está descrito em Substâncias em investigação.
Perguntas frequentes
É legal fazer terapia com psicadélicos em Portugal?
É legal a utilização clínica de medicamentos autorizados, prescritos e administrados por médicos. A KETAMED utiliza apenas medicamentos autorizados em Portugal, após avaliação individual. As substâncias psicadélicas clássicas e a MDMA continuam controladas em Portugal e só podem ser usadas em investigação autorizada.
Vou perder o controlo durante a sessão?
As experiências podem ser intensas, mas decorrem num ambiente preparado, com profissionais presentes durante todo o tempo e sinais vitais monitorizados. A preparação existe precisamente para saber o que esperar e como lidar com momentos difíceis.
Tenho de parar a minha medicação?
Não altere nem pare nenhum medicamento por iniciativa própria. A medicação actual é revista na avaliação clínica e qualquer decisão é tomada com o médico.
Questões práticas, como a duração do acompanhamento, estão explicadas nas modalidades de tratamento.
Esta página é informativa e não constitui publicidade a medicamentos nem recomendação de tratamento. A indicação de qualquer tratamento é sempre uma decisão médica individual.
Referências
- Nichols DE. Psychedelics. Pharmacol Rev. 2016;68(2):264–355. doi:10.1124/pr.115.011478 (abre num novo separador) Revisão
- Vollenweider FX, Preller KH. Psychedelic drugs: neurobiology and potential for treatment of psychiatric disorders. Nat Rev Neurosci. 2020;21:611–624. doi:10.1038/s41583-020-0367-2 (abre num novo separador) Revisão
- Johnson MW, Richards WA, Griffiths RR. Human hallucinogen research: guidelines for safety. J Psychopharmacol. 2008;22(6):603–620. doi:10.1177/0269881108093587 (abre num novo separador) Orientação
- Goodwin GM, Aaronson ST, Alvarez O, et al. Single-dose psilocybin for a treatment-resistant episode of major depression. N Engl J Med. 2022;387:1637–1648. doi:10.1056/NEJMoa2206443 (abre num novo separador) Ensaio clínico
- Mitchell JM, Bogenschutz M, Lilienstein A, et al. MDMA-assisted therapy for severe PTSD: a randomized, double-blind, placebo-controlled phase 3 study. Nat Med. 2021;27:1025–1033. doi:10.1038/s41591-021-01336-3 (abre num novo separador) Ensaio clínico