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Terapia com cetamina (ketamina) e escetamina: avaliação em Lisboa, sessões em Sintra

Na KETAMED, a terapia com cetamina (ketamina) é uma das abordagens que podem ser consideradas na depressão resistente ao tratamento, isto é, na depressão que não respondeu a tratamentos adequados. Começa sempre com uma avaliação psiquiátrica, em Lisboa; as sessões decorrem na Clínica da Beloura, em Sintra, com supervisão médica e de enfermagem.

Para quem é: a depressão resistente ao tratamento

A investigação da cetamina e da escetamina centra-se sobretudo na depressão resistente ao tratamento, isto é, na depressão que não melhorou com pelo menos dois antidepressivos diferentes, em dose e duração adequadas [1] [2].

A indicação é sempre decidida numa avaliação psiquiátrica individual, que considera a história clínica, os tratamentos anteriores, a saúde física, a medicação habitual e os objectivos de cada pessoa. A avaliação pode concluir que este tratamento não é o mais adequado, ou que não está indicado.

Para saber mais sobre a doença, veja a depressão resistente ao tratamento: definição, avaliação e opções (abre num novo separador), no Consultório de Psiquiatria.

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Como decorre a terapia com cetamina

Da consulta de avaliação ao seguimento, cada etapa permite decidir, com segurança, os próximos passos.

Explore cada etapa do percurso.

  1. Uma primeira consulta médica para conhecer a sua situação, esclarecer dúvidas e definir consigo os próximos passos.

  2. Avaliação psiquiátrica e de saúde física, incluindo a tensão arterial, a medicação habitual e possíveis contra-indicações. Pode incluir exames complementares.

  3. Informação detalhada sobre o procedimento, os efeitos esperados e as experiências difíceis possíveis, e consentimento informado.

  4. Na Clínica da Beloura, com supervisão médica e de enfermagem e monitorização dos sinais vitais durante a sessão.

  5. Período de recobro na clínica, com vigilância do estado clínico, até estar em condições de regressar acompanhado.

  6. Quando aplicável, sessões de acompanhamento psicológico para compreender a experiência e transformá-la em mudança concreta no dia a dia.

  7. Avaliação da resposta clínica, dos efeitos adversos e da necessidade de ajustar ou terminar o plano.

Etapa 1 — Consulta de avaliação

Uma primeira consulta médica para conhecer a sua situação, esclarecer dúvidas e definir consigo os próximos passos.

Etapa 2 — Avaliação clínica

Avaliação psiquiátrica e de saúde física, incluindo a tensão arterial, a medicação habitual e possíveis contra-indicações. Pode incluir exames complementares.

Etapa 3 — Preparação

Informação detalhada sobre o procedimento, os efeitos esperados e as experiências difíceis possíveis, e consentimento informado.

Etapa 4 — Sessão com monitorização

Na Clínica da Beloura, com supervisão médica e de enfermagem e monitorização dos sinais vitais durante a sessão.

Etapa 5 — Recobro

Período de recobro na clínica, com vigilância do estado clínico, até estar em condições de regressar acompanhado.

Etapa 6 — Integração

Quando aplicável, sessões de acompanhamento psicológico para compreender a experiência e transformá-la em mudança concreta no dia a dia.

Etapa 7 — Seguimento

Avaliação da resposta clínica, dos efeitos adversos e da necessidade de ajustar ou terminar o plano.

Cetamina, ketamina, escetamina: o que significam e quais as diferenças

Cetamina e ketamina são a mesma substância: «cetamina» é a forma portuguesa e «ketamina» vem do inglês. O mesmo acontece com escetamina e esketamina [1] [3].

A molécula da cetamina existe em duas formas que são imagem uma da outra num espelho, as formas S e R. A cetamina usada em medicina é uma mistura das duas em partes iguais; a escetamina é só a forma S [6]. Também se diz terapia assistida por cetamina (ou por ketamina) quando as sessões são acompanhadas de apoio psicoterapêutico estruturado [7].

Forma S da molécula de cetamina (escetamina) Forma R da molécula de cetamina
Modelo 3D da cetamina: as formas S e R, imagem uma da outra num espelho. Arraste ou use as setas para rodar.

Segurança e contra-indicações

Os efeitos mais frequentes descritos com a escetamina são tonturas, dissociação, náuseas, dores de cabeça, sonolência e aumento da tensão arterial [1]; os ensaios com cetamina descrevem sobretudo dissociação e subida transitória da tensão arterial [2].

Monitorização
A tensão arterial é medida antes e depois da administração, e a pessoa fica sob vigilância até estar clinicamente estável. Não deve conduzir nem operar máquinas até ao dia seguinte, depois de uma noite de sono [1].
Contra-indicações
Situações em que um aumento da tensão arterial ou da pressão intracraniana represente risco grave, como doença vascular aneurismática, hemorragia intracerebral prévia ou um evento cardiovascular recente; e hipersensibilidade à cetamina ou à escetamina [1].
Avaliação cuidadosa
História de psicose, de mania ou de doença bipolar, hipertiroidismo não controlado e aumento da pressão intracraniana; não está recomendada na gravidez [1].
Uso indevido
Há risco de uso indevido e de dependência, sobretudo em quem tem história de uso de substâncias; por isso, a administração é sempre feita e vigiada na clínica [1].

É por isto que a avaliação médica prévia, a monitorização e o recobro fazem parte do tratamento.

O que diz a investigação na depressão resistente

Os ensaios descrevem um efeito antidepressivo que pode surgir em horas, mas que costuma ser de curta duração depois de cada administração, e nem todas as pessoas respondem [8] [2] [9]. Por isso, a resposta é avaliada no seguimento e o plano é ajustado ou terminado.

Uma revisão da evidência da cetamina na depressão resistente (abre num novo separador), com a escetamina e a segurança, está disponível no Consultório de Psiquiatria.

Cetamina (ketamina) e escetamina: o que são e como actuam

Perguntas frequentes

Terapia com cetamina e terapia com ketamina são a mesma coisa?

Sim. Cetamina e ketamina são a mesma substância: «cetamina» é a forma portuguesa e «ketamina» vem do inglês. Fala-se também de terapia assistida por cetamina (ou por ketamina) quando as sessões são acompanhadas de apoio psicoterapêutico.

Qual é a diferença entre cetamina e escetamina?

A cetamina é uma mistura de duas formas da mesma molécula, que são imagem uma da outra num espelho; a escetamina é só uma delas, a forma S. A escetamina em spray nasal está autorizada na União Europeia para a depressão resistente; a cetamina está autorizada como anestésico e o seu uso na depressão é off-label.

Quem pode fazer terapia com cetamina?

Pode ser considerada em adultos com depressão resistente ao tratamento, isto é, que não respondeu a tratamentos adequados. A indicação é sempre decidida depois de uma avaliação psiquiátrica individual, que também avalia a saúde física e as contra-indicações.

A cetamina está aprovada para a depressão em Portugal?

Não. Em Portugal, a cetamina está aprovada como anestésico; o seu uso na depressão é off-label, isto é, fora das indicações aprovadas. É uma decisão clínica individual, explicada à pessoa e acompanhada do seu consentimento informado. A escetamina em spray nasal está autorizada na União Europeia para a depressão resistente.

Onde decorrem as consultas e as sessões?

A consulta de avaliação decorre em Lisboa, na Rua Latino Coelho 87 R/C. As sessões decorrem na Clínica da Beloura, em Sintra, com supervisão médica e de enfermagem.

Posso conduzir depois de uma sessão?

Não no próprio dia. Depois do recobro na clínica, deve regressar acompanhado e só voltar a conduzir no dia seguinte, depois de uma noite de sono.

O efeito é garantido?

Não. Na investigação, o efeito antidepressivo pode surgir em horas, mas costuma ser de curta duração depois de cada administração, e nem todas as pessoas respondem. Por isso, a resposta é avaliada no seguimento e o plano é ajustado ou terminado.

Esta página é informativa sobre um serviço clínico e não constitui publicidade a medicamentos nem recomendação de tratamento. A indicação de qualquer tratamento é sempre uma decisão médica individual.

Referências

  1. Agência Europeia de Medicamentos. Relatório público europeu de avaliação (EPAR) e informação do medicamento da escetamina em spray nasal; autorização de introdução no mercado na UE desde 18 de Dezembro de 2019. ema.europa.eu (abre num novo separador) Fonte regulamentar
  2. McIntyre RS, Rosenblat JD, Nemeroff CB, et al. Synthesizing the evidence for ketamine and esketamine in treatment-resistant depression: an international expert opinion on the available evidence and implementation. Am J Psychiatry. 2021;178(5):383–399. doi:10.1176/appi.ajp.2020.20081251 (abre num novo separador) Revisão
  3. Ordem dos Médicos, Colégio da Especialidade de Psiquiatria. Resolução sobre o uso de Psicadélicos (CEP-2023-R-02), 3 de Agosto de 2023. ordemdosmedicos.pt (PDF) (abre num novo separador) Orientação
  4. INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica. Utilização de medicamentos em regime off-label (orientação aprovada em Março de 2025). Cita a Circular Informativa n.º 184/CD, de 12 de Novembro de 2010: a utilização fora das indicações aprovadas «é da inteira responsabilidade do médico prescritor». infarmed.pt (PDF) (abre num novo separador) Orientação
  5. Ordem dos Médicos. Regulamento n.º 707/2016, de 21 de Julho: Regulamento de Deontologia Médica (Código Deontológico). Artigos 7.º (liberdade de escolha dos meios terapêuticos), 10.º (tratamentos condicionados), 19.º (esclarecimento) e 20.º (consentimento). diariodarepublica.pt (PDF) (abre num novo separador) Legislação
  6. Zanos P, Moaddel R, Morris PJ, et al. Ketamine and ketamine metabolite pharmacology: insights into therapeutic mechanisms. Pharmacol Rev. 2018;70(3):621–660. doi:10.1124/pr.117.015198 (abre num novo separador) Revisão
  7. Dore J, Turnipseed B, Dwyer S, et al. Ketamine assisted psychotherapy (KAP): patient demographics, clinical data and outcomes in three large practices administering ketamine with psychotherapy. J Psychoactive Drugs. 2019;51(2):189–198. doi:10.1080/02791072.2019.1587556 (abre num novo separador) Estudo
  8. Berman RM, Cappiello A, Anand A, et al. Antidepressant effects of ketamine in depressed patients. Biol Psychiatry. 2000;47(4):351–354. doi:10.1016/S0006-3223(99)00230-9 (abre num novo separador) Ensaio clínico
  9. Drozdz SJ, Goel A, McGarr MW, et al. Ketamine assisted psychotherapy: a systematic narrative review of the literature. J Pain Res. 2022;15:1691–1706. doi:10.2147/JPR.S360733 (abre num novo separador) Revisão

Conteúdo revisto pela equipa médica da KETAMED em .

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